Recolhi a roupa do varal. A tarde secou tudo, junto com o meu sorriso.

Dobrei minhas pausas e dividi cada canto do armário com o silêncio da minha voz. Já não sabia da tonalidade, muito menos do tom do meu canto. Já não encantava, portanto, ou por tanto…

Cansei a espera lúcida, vestida de preto e de branco. Já não transparecia a coisa, ou o qualquer. Ainda sonhava com o grilo insistente da madrugada. Queria espaço pro lamento, sem questionamento, sem por quê.

Duvidei da vontade. Chorei minha saudade. Perdi as migalhas que deixei no caminho… Já não sei voltar. Já não sou.

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