…É quem deu um nó no meu passado… Quem prendeu minha vida à minha racionalidade, à minha expectativa insaciável.

Meu corpo é rachadura, cimento soltando da parede… Asas presas em memórias… De sangue, de pele, de carne.

Tenho sede do vício, daquele, do outro… Machuco, iludo, minto… Pra mim…

Não deixo parar, muito menos entrar… Vinho seco que transforma a tentativa em vinagre… Calo a precipitação…

Teimo em pensar demais… É quando perco a coragem que se alimenta do impulso…

Essa mania de viver do ontem, de querer se alimentar de remendos…

Quero fechar a porta da angústia… Quero minhas asas de volta…